sexta-feira, 19 de outubro de 2007




05.07.07
Décimo Sétimo Programa da Série DOCTV III
Documentário mostra as relações entre as pessoas por meio de intervenções em lotes desocupados

A capital mineira, Belo Horizonte, possui cerca de 70 mil lotes não ocupados, cerca de 10% das propriedades privadas, que para o grupo de artistas e arquitetos do Projeto Lotes Vagos, são espaços para contínuas ações de intervenção que podem transformá-los em locais públicos temporários.Foi a partir das atividades implantadas por esse Projeto que surgiu a idéia do roteiro para o documentário Metros Quadrados, dirigido por Ines Linke e Louise Ganz, que estréia neste domingo, dia 8 de julho, às 23h, pelas emissoras que compõem a Rede Pública de Televisão. O filme é uma das duas produções produzidas no estado de Minas Gerais para a terceira edição do Programa DOCTV, na qual foram selecionados 35 trabalhos dentre os 859 projetos inscritos.
Segundo Ines Linke, o Projeto Lotes Vagos – Ação Coletiva de Ocupação Urbana Experimental, desenvolvido por Louise Ganz, arquiteta e artista plástica, serviu como base para o filme a partir da sua observação de lotes em um bairro da periferia da capital mineira. "A partir desse lotes 'nutritivos' completamente plantados por entre as casas do bairro surgiu a idéia do jardim-lote e de usar os espaços vagos que estivessem em áreas adensadas da cidade para gerar situações e programas distintos do uso especulativo e criar novos usos e apropriações", comenta.A diretora afirma que para o documentário manteve-se como objeto o potencial das áreas da cidade incluídos no Projeto Lotes Vagos. Mas, optou-se por enfocar menos o trabalho dos artistas e enfatizar a transformação do cotidiano das pessoas.O DocumentárioA narrativa de Metros Quadrados se desenvolve em diversos planos: a seqüência das intervenções, uma animação e uma série de entrevistas com arquitetos, incorporadores, geólogos, economistas, dentre outros. Durante as seis intervenções realizadas para as gravações do filme foram registradas as ações e participações espontâneas das pessoas, suas interações com as situações propostas e as relações entre si. Os lotes desocupados e escondidos em diversos bairros foram temporariamente transformados em lugares de encontro, descanso e de lazer."Nesse processo pensa-se as relações ambientais, o efeito da vegetação e dos animais, da infiltração das águas, nos lotes como constituição de uma ecologia urbana. Os temas das distâncias e proximidades das áreas de lazer e de trabalho na cidade, a configuração do espaço em relação ao comportamento e a existência de espaços abertos e verdes e de áreas residuais usadas informalmente na cidade", afirma Ines Linke.A cineasta explica que um roteiro foi elaborado pensando nos ângulos e tomadas para a filmagem e em uma possível seqüência para a edição. Ela comenta que muitas coisas dependeram de acasos e da participação das pessoas, o que não podia ser planejado antecipadamente. A seleção dos personagens para o documentário foi feita a partir da interação das pessoas com as situações e a duração de sua permanência no local. Com a veiculação do filme na televisão, a expectativa da diretora é "divulgar uma idéia e criar um debate que envolva diversas áreas como a arquitetura, arte, urbanismo e as políticas públicas."DOCTV - Realização da Secretaria do Audiovisual do Ministério da Cultura (SAV/MinC), em parceria com a Fundação Padre Anchieta/TV Cultura e a Associação Brasileira das Emissoras Públicas, Educativas e Culturais (ABEPEC), com apoio da Associação Brasileira de Documentaristas (ABD), o Programa de Fomento à Produção e Teledifusão do Documentário Brasileiro – DOCTV objetiva a regionalização da produção de documentários, a articulação de um circuito nacional de teledifusão e a viabilização de mercados para o documentário nacional.Leia mais sobre os documentários da Série DOCTV III:
Sábado à Noite
Chupa-Chupa, a História que Veio do Céu
O Crime da Ulen
Estado de Resistência
Dyckias
Zumbi Somos Nós
A Bença
Lutzenberger – For Ever Gaia
Uma Cruz, uma História e uma Estrada
Um Corpo Subterrâneo
Nas Trilhas de Makunaima
Mapulawache: A Festa do Pequi
Calabar
Alô, Alô Amazônia
Uma Encruzilhada Aprazível
DOCTV III apresenta conteúdo


Informações sobre o DOCTV: (11) 2182-3400.Informações à imprensa: (61) 3316-2044.
(Texto: Thaís Alves, Secretaria do Audiovisual/MinC)

quinta-feira, 20 de setembro de 2007

[p03] Elas chegaram!


2/9/2005
As vacas da Cow Parade invadirão São Paulo neste domingo

Neste domingo,4/9, mais uma parada vai invadir as ruas de São Paulo. Vaquinhas charmosas vão estar em pontos estratégicos da cidade. A CowParade, considerada a maior manifestação de arte pública do mundo, promete surpresas que devem provocar os paulistanos.
São 150 vacas feitas em tamanho natural com fibra de vidro e customizadas por artistas de São Paulo. Nomes de peso como Lino Villaventura, Marcelo Sommer, Rochelle Costi e o cartunista Angeli já assinaram suas mimosas.
Até a esta sexta-feira, 2/9, o número de vacas patrocinadas e que estavam prontas para ir às ruas era de 98. As demais ainda esperam patrocínio, que, segundo a assessoria do evento, devem chegar até domingo. A exposição tem ainda um fundo filantrópico. Após o término, marcado para o dia 6 de novembro, as obras serão leiloadas e o dinheiro arrecadado será doado à Fundação Abrinq pelos direitos da criança.
A CowParede nasceu em Zurique, na Suíça, em 1998. Foi um sucesso desde sua concepção. Em 1999, um americano que viu a exposição, gostou da idéia e comprou os direitos autorais. Desde então, a mostra já passou por diversas cidades do mundo, como Nova York, Chicago, Las Vegas, Londres, Praga e Bruxelas, e já foi vista por mais de 100 milhões de pessoas. Esta será a primeira edição em uma cidade da América do Sul. Nos países por onde passou, a exposição já levantou mais de US$ 11 milhões (cerca de R$ 26 milhões) para obras assistenciais. O dinheiro vem principalmente da venda de miniaturas das vaquinhas. No Brasil, elas serão vendidas no começo de 2006.
Nesta sexta, haverá o lançamento da exposição apenas para convidados no MUBE, onde a artista Marcela Ascar pintará uma das vacas em conjunto com 15 crianças.Para saber o local onde as vacas ficarão em São Paulo, clique aqui.


Cristiano Tosi


Link com fotos das vacas da exposição de SP:

Algumas das vacas expostas no Cow Parade em BH:


Para visualizar fotos das outras vacas em BH: http://sites2.uai.com.br/hit/2006/21060601.htm

Análise

Manifestações culturais como a Cow Parade são muito importantes para as cidades onde ocorrem. Elas levam a arte às pessoas que não tem acesso a cultura, de uma forma bem interessante, pois as exposições ocorrem fora dos locais comuns, como galerias e museus.

As vacas são colocadas em pontos estratégicos da cidade e, alguns artistas, aproveitam para fazer uma certa crítica a comportamentos da comunidade.

Esse tipo de manifestação cultural desperta a curiosidade e interesse de muitos, por estar exposta em vários cantos da cidade. A vontade das pessoas de conhecerem todas as vacas expostas, faz com que visitem diversos lugares da cidade, como pontos turísticos, que às vezes não tem o costume de ir, mesmo morando no lugar.

Isso para o Turismo é um ponto positivo, pois o turista pode se interessar pela exposição e estender sua estadia na cidade, além de visitar pontos turísticos e importantes do local.

Depois de confeccionadas, as vacas se tornam obras de arte de artistas renomados e, portanto podem ser leiloadas em significativos valores que serão doados para instituições de diversos tipos.

Proposta

Realização de uma exposição nos tradicionais bairros de Belo Horizonte, com o intuito de transmitir a história do bairro, através de fotografias, documentos, relatos, e uma tela, pintada por um artista renomado.

Os relatos consistiriam em fatos, casos, e histórias acontecidas nos bairros, que seriam contados pelos próprios moradores. Os artistas convidados pitariam uma tela reproduzindo a identidade de cada bairro.

Essa exposição seria uma forma do próprio belorizontino conhecer um pouco da história de sua cidade. O turista que estivesse na cidade ou viesse para a exposição, teria a possibilidade de fazer essa viagem de um modo diferente. Ao invés de conhecer e visitar somente pontos turísticos, ele conheceria cada bairro tradicional de um jeito mais profundo, o que poderia tornar a viagem mais interessante.

A exposição terminaria com uma festa de encerramento, com entrada franca, realizada pela comissão organizadora juntamente com as Associações de Bairros, onde cada um teria o seu espaço para exposição.